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Dicionário personalizado do blogueiro

Como blogueiro novo, antes de sair por aí blogando feito doido, procurei decifrar e entender os termos usados pelos blogueiros velhos de estrada. Sozinho by myself, cheguei à conclusão de que a grande maioria deles é facilmente compreensível por qualquer pessoa de inteligência mediana. O que não é o meu caso. Não é possível medir-se a inteligência de uma pessoa desprovida de cérebro. Cito abaixo alguns termos que já decifrei. Cada qual que use a informação por sua conta e risco.

1) Blog – Palavra surgida quando Marinho, ainda rapaz, desfez-se de sua primeira empresa, a Blogo, entregando-a aos seus melhores jornalistas, que mais tarde mudaram o nome para Blog, porque não gostavam do “o” no final. Marinho, intrépido, montou sua nova empresa, chamada O gloBo, utilizando a letra “O” jogada fora por seus antigos companheiros.

2) Efigênia – Sinônimo abrasileirado da Blogosfera. Sua origem é evidente: todos os blogueiros moram na Rua Santa Efigênia, em São Paulo – SP.

3) Link – Palavra sublinhada que arranca você daquela página e te joga em outra. O nome é proveniente do famoso blogueiro chinês Fau Shu Lin. Este verdadeiro pioneiro, tanto trabalhava – dia e noite – para a evolução do Blog, que todos sempre diziam: “foi o Lin que fez”. Daí surgiu o nome linque, posteriormente plagiado por um blogueiro americano e modificado para link. Como o referido larápio era protegido de Ronald Reagan, à época presidente dos EUA, acabou empurrando a palavra modificada para o mundo blogueiro. Em tempo: o pobre Fau Shu Lin, acabou na miséria, após candidatar-se por três vezes (e perder) a prefeito de Nairobi, capital da China democrática.

Saiba a verdade: http://www.ofimdavarzea.com/pequeno-dicionario-blogueiro/

Ou continue lendo a palhaçada

4) Newbie – Quando ninguém sabe algo, usa-se esta expressão, que se refere ao Bira, famoso blogueiro que de tudo sabe. “Newbie sabe isso”.

5) Pagerank – Essa é fácil demais. Ato de arrancar a página (mania de usar termos americanos). É quando você faz uma página e não gosta.

6) Salsinha – Termo do cunhado do Cardoso. Inventou o termo para designar uma pessoa com o QI de um vegetal (ou seja, não chega nem a ter o juízo duma galinha). E o cunhado do Cardoso nem me conhece.

7) Salsicha – Termo inventado neste solene momento, para designar o comentarista zoado que, quando toma um chega pra lá do blogueiro irritado, desaparece do blog, pra nunca mais. E leva junto o Scooby-Doo!

8) Site – Essa tá na cara! O cara vem te encher o saco, fazer comentário besta, toma essa: site daqui!

9) Site Social – O mesmo, só que na boa, sem mandar o sujeito ir se lascar. Assim, ó: site por favor…

10) Umbigosfera – Em inglês, Navel Monster, Fera encontrada apenas nas selvas australianas, que se alimenta de umbigos de cangurus. Termo utilizado para referir-se a um blogueiro que tá furibundo da vida com um comentarista (que vai virar salsicha rapidinho, após a reação do umbigosfera).

11) Wannabe – Ou Wattannabe. Qualquer blogueiro de origem nipônica.

12) WTF – Essa demorou pra sacar. Mas cheguei lá. We Type Fast (Nós Digitamos Rápido) = NDR. Refere-se a todo blogueiro que frequentou a Escola de Datilografia Efigênia, situada à rua de mesmo nome que, como todos sabemos é o reduto dos blogueiros.

Textos correlatos: nenhum que eu saiba.

Textos corretos: http://www.ofimdavarzea.com/pequeno-dicionario-blogueiro/

Se você deseja contribuir com a cultura blogueira, siga o meu exemplo. Tente decifrar as coisas por si só by yourself. Depois jogue a m… no ventilador. De coluna, o de teto suja tua própria cabeça, que acaba ficando igual à minha: igual por dentro e por fora.

Esta é uma pequena “contribuição” ao Pequeno Dicionário Blogueiro, publicado no blog O fim da Várzea (link acima).

Mensagem para Garcia

Um dos artigos mais difundidos do mundo. Se não for o mais difundido. Mensagem para Garcia, escrita por Helbert Hubbard, em 1899, conta uma breve passagem da guerra entre Espanha e Estados Unidos, ocorrida nos idos de mil oitocentos e “nem tinha guaraná”. A data não é importante. E o que se segue é contado com as minhas palavras e com algumas adaptações. Sempre eu, tentando explicar…

Ocorre que, em meio àquela guerra, urgia ao presidente dos Estados Unidos que enviasse uma mensagem ao general Garcia que se encontrava na selva Cubana. Se fosse hoje, fácil. Celular, GPS, satélite… um abraço. Num instante a mensagem estaria lá.

Naquela época, as coisas eram um pouco diferentes. Ok… muito diferentes. Era necessário enviar um mensageiro, que deveria vencer, além da distância, todas as dificuldades de se estar em meio a uma guerra, o mar, a selva e, com certeza, algumas saraivadas de balas daqueles que não tinham muito interesse em que o tal Garcia recebesse aquela mensagem.

Alguém disse ao presidente ser o soldado Rowan o único capaz daquela proeza. Chamado o homem, o presidente apenas deu-lhe o envelope com a mensagem e disse que a entregasse a Garcia. Rowan nada disse. Apenas colocou a mensagem em uma bolsa impermeável e se foi.

Quatro dias depois, Rowan desembarcava (de um barco aberto) na ilha de Cuba. Três semanas depois, após atravessar um selva hostil, entregava a mensagem ao general Garcia.

Poderíamos pesquisar, perguntar, o que fosse, para saber como foi que Rowan fez aquilo. Mas a lição não está aí.

Não sei de que lado você está. Se é o Presidente ou Rowan. Se é quem manda ou quem obedece (ou deveria obedecer). Mas pense na atitude daquele homem, e compare com as atitudes que vemos (e temos) diariamente em nossas vidas.

Por exemplo: um chefe pede a um funcionário que procure saber quem fabrica e vende as melhores toalhas de banho. O que você acha que o funcionário faria? Sairia calado a empenhar-se nesta missão? Não. Perguntaria:

- Para quê são as toalhas?

- Porque precisamos das toalhas?

- Não seria melhor se continuássemos comprando as toalhas do Zé?

- Talvez fosse melhor mandar o João fazer isto…

- Onde devo procurar?

- Qual o tamanho das toalhas?

Talvez – para completar – perguntaria:

- Quem é que fabrica estas toalhas?

Rowan não perguntou nada. Saiu e foi cumprir sua missão, sem levar à loucura seu comandante e – principalmente – mostrando que assumia suas funções e não era um peso para o exército, nem para seu comandante, nem para o seu país.

Evidentemente – penso eu – ao sair da presença do presidente, Rowan foi procurar informações que o levassem ao êxito. Como ele fez isso, não vem ao caso. Como nós faremos para executar as nossas “missões” é o que importa.

Ao invés de ficarmos achando que a ordem está incompleta, errada, nos faltam dados, não deveria ser assim, e que outra pessoa deveria fazer aquilo, deveríamos fazer como Rowan. Ir à luta, buscar informações que nos levem ao objetivo, à conclusão da tarefa. Sem desculpas, sem “ah, mas você não conhece meu chefe…”. Fazer o melhor que pudermos.

Pense nisso. Quem é que nós queremos ser? Rowan ou um mero bunda-mole que só sabe dar palpites idiotas, acompanhados de sugestões estúpidas, seguidos de perguntas imbecis? Ou talvez o presidente. Mas para chegar lá, é melhor ser um Rowan primeiro. Para dar ordens, é preciso primeiro saber obedecer.

Saiba mais: siga o link para maiores detalhes.

http://www.stetnet.com.br/puglisi/Mensagem_a_garcia.htm

Ah, e pra você não ficar aí achando que eu penso que sei de tudo, vou te contar uma história. Lá para os idos anos oitentas (é oitentas sim, não oitenta), um patrão meu tirou várias cópias desta história e distribuiu entre nós, funcionários. Como sempre gostei de ler, li tudinho (coisa que a maioria do pessoal nem fez). Porém, ler não quer dizer entender. Naquele momento, pensei apenas que ele estava mandando um recado para os funcionários relapsos, categoria na qual – segundo minha própria opinião, à época – eu não me incluía.

Na verdade, o homem devia estar era de saco cheio de tanto moleque-falador-relapso (categoria em que eu – na opinião do patrão – com certeza estava incluso). Por sorte minha, e de muitos outros na empresa, o patrão tinha faro para colocar pessoas certas em cargos certos. E tinha visão suficiente para enxergar não só os defeitos, como também as qualidades de cada um. E uma qualidade eu sempre tive: saber a hora de recuar. Sempre fui contestador, cheio de idéias (a maioria de jerico, a bem da verdade), mas aprendi a conhecer aquele homem e as coisas que ele não tolerava. Aí então, como um bom idiota, somente o desobedecia às escondidas. Pobre de mim. A única coisa que ele queria, era que todos fizéssemos aquilo com que concordamos ao assinar o contrato de trabalho. Obedecer ordens sem encher o saco!

Prefeito de Charco do Jacaré

Você sabe como é. Há cidades do interior, pequenas cidades do interior, cidades muito pequenas do interior e meros vilarejos chamados de cidade. Charco do Jacaré está nesta última categoria.

Numa determinada época, havia neste lugar um prefeito chamado Epaminondas. Imagine você um prefeito numa “cidade” que não passa dos mil habitantes. O homem era uma figura carimbada. Matuto que se sobressaía entre os outros. Mas uma vez matuto, sempre matuto.

Certa vez, dizem, o sujeito foi tomar café num boteco, em outra cidade, maior. O balconista serviu e ele pediu adoçante. O balconista, puxador de assunto, mandou:

- Ah… o senhor é diabético?

O homem empertigou-se (antigamente se fazia isso), estufou o peito e mandou:

- Não. Sou prefeito de Charco do Jacaré!

Em outra ocasião, houve uma reunião de prefeitos e, ao final da mesma, um almoço. Com direito a garçom, pratos variados e o escambau. Coisa fina. Um garçom aproximou-se do nosso herói e perguntou:

- Já escolheu seu prato, senhor?

- Comigo não tem dessas frescura, não, moço! Pode ser colorex, de prástico, carqué um mesmo! – o homem era humilde…

Gostava de ser obedecido, o Epaminondas. Quando dava uma ordem, não “atolerava” ser desobedecido. “Atolerar”, como todos sabem, vem do verbo “guentar”. Daí, expressões como: “Num guento mais esse mundíça, num vô atolerá mais nadica dele”.

Você bem sabe que o Brasil, pelos seus interiores afora (ou adentro, como preferir) gosta de rodeio. É um tal de peão se arrebentar caindo de touro, cavalo, burro, jegue. Eles usam burro e jegue, pois não? Sei lá. Enfim, animais pulantes.

Num rodeio em Charco do Jacaré, como não podia deixar de ser, lá vai o prefeito meter a boca no microfone, dar as boas vindas ao povão, avisos e fazer o seu marquetingue:

- Meus amigo, minhas amiga, povo do Charco e das ôtra cidade aurredó (si, lá, sol). Nóis, em nome da prefeitura agradece oceis tudo por está aqui emprestigiano esse envento de rodeio. Eu queria dexá bem craro pros sinhores peão do rodeio, que a embulança da cidade tá sem gasolina, por farta de verba. Então eu quero pedí escarecidamente que ninguém si machuque, porque num vai dá pra levar pro espital que fica nim ôtra cidade!

O rodeio rolou e, por azar, um dos peões caiu e machucou-se bastante, necessitando de cuidados médicos. Grita daqui e dali, quem leva, cadê a ambulância… o prefeito não teve dúvida. Catou o microfone novamente e mandou o verbo, para mostrar a todos que não se devia desobedecer o prefeito:

- Eu falei, meus amigo… eu falei. Oceis num obedeceru. Não era pra ter encendente, num era pra caí, si machucá, eu já tinha proibido!!!!

Acho que o homem tem razão. O povo é muito desobediente. E consegue influenciar até mesmo os animais, veja só. Neste evento, o touro é que foi culpado. Não levou em conta as palavras do ilustre prefeito e derrubou o peão!

Quero esclarecer que – claro – não presenciei os fatos narrados. São histórias que a gente ouve aqui e ali. Creio que muita coisa o povão inventa, mas pode acreditar que boa parte é verdade.

“Futebol” Americano

Suponhamos que um dia, num país que eu nem vou dizer o nome, inventassem um novo jogo. Para tal criassem então uma comissão. Após diversas reuniões, discussões e deliberações, ficariam estabelecidas as regras do jogo. O mesmo consistiria da peleja entre duas equipes de um “x” número de jogadores, num campo de medida tal e tal. O objetivo seria levar um determinado objeto ao fundo do campo adversário (metade do campo original). O nome do quadrilátero já está definido. Campo. Dividido em duas metades, uma para cada equipe, mais as devidas demarcações definidas nas regras.

Devido à previsão de narração dos jogos, haveria que se simplificar os termos utilizados no jogo, dando-lhes nomes. Por exemplo: tento, ponto falta, gol e por aí afora. Feito. Resta dar nome ao objeto que será levado de cá para lá e de lá para cá. A comissão olha para o objeto e, na absoluta falta de definição para aquilo, resolve plagiar a outro objeto já largamente utilizado no mundo inteiro, só que geométricamente diferente, de bola. Uma bola é uma bola. É redonda. O objeto do referido novo jogo não é redondo. É oval. A comissão resolve então, espalhar ao mundo a grande descoberta: uma bola pode ser redonda ou oval. Devido ao poder da comissão, o mundo engole em sêco e deixa pra lá. Na verdade, passam a tratar aquele negócio que nem com ôvo é parecido, como bola. Acrescentando, claro, ao final, que se trata de uma bola que somente serve para aquele tipo de jogo.

Passa então – voltando um pouco o tempo atrás – a comissão a definir o nome do jogo. É claro, como a comissão deseja que se torne um jogo popular, deveria ser um nome de aceitação imediata, um nome-bomba, pra estrangeiro (digo fora-da-comissão) nenhum botar defeito. Como já haviam plagiado o nome do objeto (bola), queriam criar um nome bem original para o jogo, para que todos os “de fora da comissão” respeitassem, coisa e tal. Dias e noites se passaram, sem que nenhum membro aparecesse com um nome decente. Foram sugeridos diversos nomes como “eggball” (bola de ôvo), “noball” (ausência de bola), “flatball” (bola murcha), “fightball” (bola da luta, de vez que o jogo é relativamente violento), “stopball” (bola parada, de vez que a do jogo pára a toda hora), “chickenball” (nova referência ao ôvo, devido ao formato do objeto), “hornball” (bola do côrno, devido ao formato da meta/gol), entre outros. O mais votado, segundo fontes de dentro da comissão, teria sido “eggball”. Entretanto, e com muita razão, o nome foi afinal rejeitado. Ôvo é uma coisa frágil, quebra à-toa. Não serviria.

Passaram então a pesquisar o nome de outro ângulo, que não o do objeto, cujo nome já estava “definido” (bola), e sim da forma como o jogo se desenvolveria. O primeiro nome a pulular foi “handball” (bola de mão, ou coisa que o valha) de vez que o jogo é jogado com as mãos, pelo menos em noventa e nove por cento. De vez em quando um dos jogadores parece “dar a peste” e meter o pé na bola. Outro nome sugerido foi “shoulderhit” (algo como porrada com o ombro, coisa que os jogadores vivem fazendo). Como ninguém aparecesse com nome mais decente, “handball” foi então o escolhido. Não durou sequer uma partida, pois durante esta mesma reunião, alguém lembrou já haver um jogo com o mesmo nome, porém mais coerente, pois tocar a bola com os pés constituiria falta. Estaca zero novamente.

Foi então que a “comissão”, completamente desprovida de idéias e provavelmente levada por um desejo de aceitação mundial do seu novo jogo, decidiu usurpar o nome legítimo dado ao esporte inventado na Inglaterra, amado e jogado no mundo inteiro: “football” (bola com os pés, coisa deste tipo). Para o brasileiro, “futebol”. “foot” = pé e “ball” = bola. Football, jogo jogado com os pés, não com as mãos. A referida comissão, sabendo da confusão que havia criado, resolveu “rebatizar” o esporte original, o legítimo football de soccer. Provavelmente, esperavam que o mundo inteiro adotasse o novo nome (soccer) para o legítimo esporte. Não só se enganaram nisto, pois o mundo defecou e andou para as suas mazelas e plágios, como também defeca e anda para o seu esporte, em que grandalhões desajeitados se atropelam correndo atrás de uma dum ôvo de avestruz! Daqueles dias para cá o referido esporte vem sendo jogado, torcido e ovacionado, apenas naquele país. Ninguém mais, no mundo inteiro, deu “bola” para aquilo.

Caro leitor, é claro que toda essa história acima foi inventada aqui por este humilde palmeirense que vos escreve. Não tenho a mínima idéia de como foi “escolhido” o nome para o “futebol americano”. Mas que chamar de “football” um jogo que é essencialmente jogado com as mãos é uma “pisada na bola” isso é! Aliás, acaba de me ocorrer: deve ser por isto que a “bola” dos caras é oval. De tanto pisarem nela, rerere!

 

Crentes vemos, costumes não conhecemos

Tenho lido e ouvido falar cobras e lagartos a respeito dessa onda do Edir Macedo. Antes de baixar a ripa em qualquer coisa a respeito disso, esclareço: sou evangélico desde pititico. Crente, se você assim o prefere.

Mas o que é ser crente? Ser crente, conforme a própria palavra o diz, nada mais é do que crer, acreditar que Jesus Cristo veio a este mundo para pagar pelo meu e pelo teu pecado. Acreditar, não através de provas materiais. Através da fé. Fim da definição de crente. O resto, é resto.

Tá bom. Vamos ver o que é o resto. O resto é invenção do homem. Roupa de crente. Costume de crente. Filosofias baratas completamente sem fundamento. Não pode fumar, não pode beber, não pode jogar (nem futebol, dependendo do maluco que inventou a “religião”), não pode dançar, não pode isso e aquilo.

Todo evangélico de verdade e com um mínimo de bom senso (que não baba na gravata), sabe que neste mundo tem um montão de gente que não faz nada disso (fumar, beber, etc) e não é crente. Portanto, não fazer isto ou aquilo não transforma ninguém em crente. Nem o deixa mais bacana, mais bonito na foto.

Outra coisa que todo bom evangélico deve(ria) saber, é que não há igreja neste mundo que salve. Nem pastor, nem bispo, nem padre, nem rabino, nem cardeal, nem pintassilgo, rouxinol, caixa de fósforo e o escambau! Quem salva é Jesus.

Não sei se as acusações que pesam sobre o Edir Macedo são verdadeiras ou não. Nunca acompanhei sua história, sua vida, nem tampouco sua igreja.

O fato é que há muitas e muitas “igrejas” por aí, que foram constituídas com o único propósito de ganhar dinheiro. Não há como negar. Há fortes indícios de que a igreja de Edir macedo seja uma delas. Já rolou muita coisa na imprensa, coisa e tal. E não é de hoje. Não é problema meu. A justiça que o investigue e, se for realmente culpado, que seja punido.

O outro lado da moeda, é a origem do dinheiro que entra aos turbilhões em igrejas montadas somente com este propósito. Ele vem de pessoas que não conhecem xongas da palavra de Deus. Deus, em nenhum lugar da biblia diz que você tem que ser pobre e miserável. Que você precisa dispor de tudo o que tem e levar para qualquer que seja a igreja, de verdade, ou zoada.

A verdade – que está na biblia – é que tudo, absolutamente tudo o que temos (todos nós), é de Deus. De Deus, não de nenhuma igrejinha de fundo de quintal. E Deus nos dá a nossa parte, como bem lhe aprouver, segundo a Sua vontade, para que administremos. O que temos continua sendo de Deus. Mas nós administramos, enquanto for da vontade d’Ele.

Encontrando uma igreja de verdade, devemos então, devolver uma parte. Não tudo. A biblia fala em dez por cento, no velho testamento. Este é o dever de todo aquele que crê. Não cabe aqui discutir se dez por cento está correto ou não. Você e eu temos que nos entender com Deus individualmente.

Muitas e muitas “igrejas”, fazem uma verdadeira lavagem cerebral em seus fiéis (leia-se vítimas), levando-os a entregar tudo o que têm. Coitados, diriam alguns. Foram enganados. Ludibriados.

Ora, a maioria das pessoas que conheço (incluindo eu) já foi enganado alguma vez na vida, de uma maneira ou de outra, não necessariamente em questões de dinheiro. Um negócio mal feito, um dinheiro mal empregado, vai por aí.

Suponhamos que eu proponha um “negócio da china” a algum amigo. “Me entregue agora Cinco mil reais e anuncio tua empresa o resto da vida no meu blog” (rerere…). O cara topa. O blog mal e mal começou. As chances de vingar e permanecer no ar – com sucesso – o “resto da vida”, são precárias. Acontece algo, o blog vai pro vinagre e até logo pra grana do sujeito. Ele foi enganado, pois não?

Continuando. Dentro de uns três meses, volto a colocar o blog no ar, vou ao mesmo sujeito e faço outra proposta, idêntica à primeira. O sujeito entra na dança novamente. Perde o dinheiro novamente. O que você diria? Pobrezinho, caiu no “conto”, foi enganado, ludibriado, blá, blá, blá… tá entendendo, né?

As pessoas que acreditam “comprar” uma vaga no paraíso despojando-se de tudo o que têm, entregando a este tipo de “igreja”, são como o sujeito da história acima. Estão cegos, apostam em sonhos, ilusões, mentiras, sei la o quê.

Um velho e deprimente ditado diz “o mundo é dos espertos”. É verdade mesmo. Mas Deus não abençoa estes “espertos”. Eles terão que explicar-se com Ele (Deus) na hora devida. E o seu destino provavelmente é o inferno. Mas nem todo otário vai pro céu. Há alguns requisitos para ser crente. Mas ser otário não é um deles.

Para saber mais:

http://janio.sarmento.org/edir-macedo-politicamente-correto/

http://www.voceprecisadejesus.com